Galo montado

Começamos em 2010. O nome era outro, Galatea Casa. Um modelo que buscava o mesmo que buscamos agora - eficiência através da inovação. Móveis exclusivos e de primeira qualidade. Projetos recebidos via crowdsourcing ou desenvolvidos no estúdio da empresa. Distribuição de royalties para clientes que postassem fotos e ajudassem a gerar vendas. Essas entre outras inovações renderam algum reconhecimento e um prêmio de inovação.

 

Mas o objetivo maior não seria alcançado. O modelo era engessado na estrutura tradicional da indústria moveleira. O preço era competitivo, mas trabalhar com qualidade nos mantinha caros perto da concorrência. 

Porém, participar do processo produtivo e comercial de forma integral, nos permitiu entender o papel de cada custo na composição do preço. 10 anos depois, com a evolução e o barateamento da tecnologia, alguns desses custos não são mais necessários, porém a indústria segue trabalhando com eles. Aqui vimos uma oportunidade. Desconstruir o processo produtivo, oferecer ao cliente o único que ele não pode acessar de forma fácil. E o resto? O resto é barato. A matéria prima, representa somente 6% em média na composição do preço da maioria dos móveis. 

Como o Galo Montado come?

Nosso modelo é simples. Cortamos e furamos as chapas e ripas que farão parte do móvel e a Leroy Merlin fornece as peças necessárias para a produção do móvel (dobradiças, corrediças de gavetas, parafusos, cavilhas, elementos de fixação, ripas de madeira,...). Nós trabalhamos com a economia criativa. Projetos (tanto o design dos móveis quanto o projeto de produção) que podem ser replicados infinitamente e com isso o custo marginal de cada projeto tende a zero. Quem vende de fato a matéria prima necessária é a Leroy Merlin (em breve em todas as suas lojas em território nacional) e nós cobramos um pequeno valor para financiar o serviço que prestamos. Dessa forma o cliente paga muito pouco por móveis  maravilhosos (modéstia à parte), nosso parceiro agrega um enorme valor à sua materia prima vendida (o que torna essa matéria prima mais suscetível de ser comprada pois, ela vale mais, mas tem o mesmo preço) e nós ganhamos o suficiente para manter a mágica funcionando e seguir desenvolvendo móveis.

Mas então as outras lojas lucram 94% do valor da venda?

Não. As outras lojas possuem um modelo diferente do nosso. Esses 94% são compostos por custos em maior parte, além do lucro de pelo menos dois intermediários (indústria que faz o móvel e a loja que vende). Além dos impostos que possuem um grande papel de forma direta, outro grande vilão é o custo da mão de obra (que também sofre um grande impacto dos impostos sendo multiplicado por 104% na CLT) que impacta no custo operacional da empresa. Esse pode ser reduzido drasticamente com a utilização de tecnologia. Nossa idéia foi justamente eliminar intermediários e com isso mão de obra e se manter leves, vendendo somente a economia criativa e não o móvel em sí, o que reduz o nosso custo operacional e permite um modelo de comissão que faça sentido para toda a cadeia. Isso se chama eficiência.